domingo, 19 de agosto de 2012

O fenômeno do esquecimento na música


As pessoas hoje não gostam de música. Digo isso me referindo a música como seu sentido original, primordial, de expressar o sentimento das pessoas. A música de hoje tem prazo de validade, cai no esquecimento, e não transmite mensagem alguma.

É muito difícil você encontrar pelas ruas alguém que diga que as músicas de Beatles, Rolling Stones, e no Brasil, Legião Urbana, Titãs, Paralamas sejam velhas. Enquanto isso, os funks, as músicas eletrônicas e mesmo o recém-surgido sertanejo universitário já tem músicas idosas e quase aposentadas. Uma explicação pode ser a letra das músicas.

A música foi criada como uma forma de expressar os sentimentos do autor, tal como as artes plásticas e a literatura. As bandas já mencionadas colocavam na prática essa verdade, seja com músicas que expressassem sentimentos de amor ou mesmo as que demonstravam revoltas diante da política vigente nos seus países de origem. Partindo desse principio podemos considerar que, muitas vezes, as letras “de antigamente” ainda tenham espaço no cenário atual.

Enquanto isso, os gêneros musicais mais recentes têm músicas que em geral são mais dançantes, sem um valor sentimental muito forte. Muitas vezes a letra sequer tem sentido. Desta forma você encontra músicas de 2005 que são velhas e músicas de 1980 que são imortais.

Para finalizar deixo claro que meu objetivo não é desmerecer os gêneros musicais recentes, nem ditar uma regra que sempre ocorre, apenas compreendo que é bastante comum que esse fenômeno de esquecimento ocorra com os novos gêneros.

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