terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os novos velhos hábitos

Em tempos da novela Gabriela, podemos perceber que muitos dos hábitos que se pregavam antigamente prevaleceram durante gerações, sofreram algumas modificações, mas ainda existem. Como diz a letra da Legião Urbana: "Mudaram as estações, nada mudou..."
 
Antigamente, como é de conhecimento geral, existia o casamento arranjado. O patriarca da família casava sua filha ou filho com um de seus amigos, que tivessem dinheiro/ posses. Hoje em dia, quem arranja o casamento, são as crianças, bebês feitos por acidente e que posteriormente se tornam motivos do casamento. Esse arranjo também é conhecido como "golpe da barriga".
 
Quanto aos homens, ele procuravam que suas mulheres fossem fiéis e que fossem muito eficientes na cozinha. Bem, hoje a fidelidade foi dispensada, porém os dotes ainda são bastante cobiçados. Mas não os dotes culinários! Os dotes que antes se encontravam em panelas e fogões, hoje estão em calcinhas e sutiãs bem apertados.
 
E quando o homem é traído? Nos tempos antigos, costumava-se lavar a honra com sangue, e hoje a honra também é lavada, mas com álcool. Os homens buscam na bebida uma forma de lavar sua dignidade, ou pelo menos de esquecer o ocorrido e seguir em frente.
 
Evidente que com o divórcio, leis contra violência e outras mais muitas coisas mudaram. Mas alguns hábitos se adequaram a essa nova era da sociedade.

sábado, 25 de agosto de 2012

Imortalidade


Não existe feitiço, amuleto, fonte, segredo, mistério... Sequer existe a resposta para a pergunta: O que vive para sempre?

Buscando em civilizações antigas, podemos chegar perto de uma resposta, o que não é necessariamente uma verdade absoluta. No Egito antigo, parte da alma do ser-humano vive para sempre, porém, o conceito de alma egípcio é um pouco mais complexo que o nosso. O corpo material (que era mumificado) é uma parte da alma que não vive para sempre. Seu ba, outra parte da alma cujo conceito é semelhante ao que a nossa civilização entende como alma, poderia viver para sempre no Duat (mundo inferior) se a sua “alma” fosse digna (tivesse o peso da pena da verdade de Anúbis, deus dos funerais). Seu ren vivia para sempre. O significado do termo “ren” é bastante complexo: Em uma tradução livre, significa nome. Porém esse nome do qual me refiro, não é o que as pessoas usam para chamar uma as outras, trata-se de um termo secreto, que é o conjunto de todas as ações, sentimentos e conhecimentos das pessoas. Portanto para os egípcios, o “nome” é o que vive para sempre.

Para os Gregos, suas divindades eram imortais. Heróis de guerra tinham um lugar reservado no mundo inferior, nas Ilhas Abençoadas, e eram considerados imortais.

Por fim o Catolicismo: Para a religião Católica, existe o purgatório, onde os pecados são considerados, e é decidido se o cristão pode ou não ir para o céu, o paraíso, a perfeição. Seria uma forma de eternidade semelhante ao “ba” egípcio.

O que fica claro para todos nós, é que não se pode ter total certeza do que vive para sempre. Alguns dirão uma coisa, outros contestarão. Mas podemos tomar conclusões a partir de raciocínios antigos. O primeiro passo para entender alguma coisa é analisar a perspectiva de outras pessoas e outras civilizações.

Abaixo comentem e escrevam o que vocês consideram imortal...

domingo, 19 de agosto de 2012

O fenômeno do esquecimento na música


As pessoas hoje não gostam de música. Digo isso me referindo a música como seu sentido original, primordial, de expressar o sentimento das pessoas. A música de hoje tem prazo de validade, cai no esquecimento, e não transmite mensagem alguma.

É muito difícil você encontrar pelas ruas alguém que diga que as músicas de Beatles, Rolling Stones, e no Brasil, Legião Urbana, Titãs, Paralamas sejam velhas. Enquanto isso, os funks, as músicas eletrônicas e mesmo o recém-surgido sertanejo universitário já tem músicas idosas e quase aposentadas. Uma explicação pode ser a letra das músicas.

A música foi criada como uma forma de expressar os sentimentos do autor, tal como as artes plásticas e a literatura. As bandas já mencionadas colocavam na prática essa verdade, seja com músicas que expressassem sentimentos de amor ou mesmo as que demonstravam revoltas diante da política vigente nos seus países de origem. Partindo desse principio podemos considerar que, muitas vezes, as letras “de antigamente” ainda tenham espaço no cenário atual.

Enquanto isso, os gêneros musicais mais recentes têm músicas que em geral são mais dançantes, sem um valor sentimental muito forte. Muitas vezes a letra sequer tem sentido. Desta forma você encontra músicas de 2005 que são velhas e músicas de 1980 que são imortais.

Para finalizar deixo claro que meu objetivo não é desmerecer os gêneros musicais recentes, nem ditar uma regra que sempre ocorre, apenas compreendo que é bastante comum que esse fenômeno de esquecimento ocorra com os novos gêneros.