sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bicho de três cabeças



Química, Física e Matemática. Temidas, odiadas, famosas por sua suposta dificuldade. Apesar de muito contestadas, são extremamente necessárias para o nosso dia-a-dia.

Química. Infelizmente com muitos alunos, não "rola uma química" com a matéria. Muitas vezes ouve-se maldizer sua necessidade no cotidiano. Um erro fatal. A química é essencial para a vida de todos nós. Graças a ela, temos remédios, bebidas... Aliás, se considerarmos que tudo é feito de átomos, graças a química, temos a vida como é hoje. "Mas qual a função da química na vida de um historiador?" A partir dela, você pode compreender a função de compostos químicos e a partir disso saber o que se pode ou não fazer. Por exemplo a eletricidade, conhecendo a composição de um objeto você descobre se ele é bom ou mau condutor de eletricidade. 

Física. Também bastante contestada. Sua utilidade prática também é questionada. E seguindo a mesma lógica usada acima, podemos perceber que nossas vidas também não poderiam ser como são sem os conhecimentos da física. A energia elétrica como um todo é fruto dessa ciência, a indústria automobilística depende dela, e se você é um apreciador de Fórmula 1, com certeza vai querer se redimir com a física e vai pensar nela todo final de semana. Para pessoas que não gostam de física e nem de fórmula 1, a física serve para muitas outras coisas. Para aquele que está acima do peso, e sobe todos os dias em cima de uma balança, você está testando uma teoria física, pois na verdade está medindo sua força normal de apoio, que, no seu banheiro, é igual ao peso. E para os que pretendem tirar ou já tem carteira de motorista, cuidado com a física, pois não vão querer ser parados por "Excesso de velocidade", exatamente, isso é física.

Matemática. A mais temida de todas as ciências. Mas também a mais fácil de explicar. De início, a matemática é necessária mesmo antes de sua criação. O sistema monetário, as horas do dia, o número do ônibus que você pega e os anos da sua vida, tudo isso só pode existir por causa da Matemática. Para os gananciosos que só pensam em somar e multiplicar seu dinheiro, e para os generosos, que sonham em subtrair carências e dividir seus pertences, a matemática é importante. É bem verdade que em certo ponto, a aplicação prática da matemática deixa de ser óbvia. Você não compra nenhum produto na rua pelo "seno de 45°". Mas é nesse ponto que a matemática fica interessante. Quando ela parece não se apresentar mais no seu cotidiano, isso significa que agora o objetivo dessa ciência é te testar. Testar sua inteligência, sua habilidade de raciocínio lógico. Agora, o historiador precisa dela, para melhorar seu raciocínio e chegar mais facilmente nas respostas para o nosso passado.

Você, que tanto reclama dessas ciências, agora deve repensar nos seus conceitos. A matemática, a física e a química tem grande função no cotidiano de cada um. Não peço que goste delas, mas que respeite. Se todos não desperdiçassem seu precioso tempo falando que estas ciências são inúteis, e parassem para estudar, elas não pareceriam tão difíceis..


terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Destino

Por vezes romântico, e tendo sua existência sempre questionada, o destino, para os qu nele acreditam, é o conjunto de acontecimentos que fluem de modo inevitável em nossas vidas. Diversas pessoas/ sociedades elaboram ideias sobre isto, e podemos entender algumas:

Para Freud, o destino é fruto dos nossos complexos. De fatos que aconteceram conosco, e que tendem a se repetir inúmeras vezes. Situações mal resolvidas, acidentes, medos, esperanças, e até mesmo nas situações amorosas, brigas, reconsiliações e outros diversos acontecimentos.

Para Platão, seguimos uma existência pré-estabelecida. Saimos do mundo inteligível para o mundo sensível, e tentamos copiar algumas coisas que temos em nossas reminiscências. Tudo o que criamos nesse mundo, surge de lembranças grosseiras de uma mesma coisa no mundo perfeito. Logo, podemos nos questionar, se não existe alguma alusão a ideia de destino na nossa saída de um mundo para outro, e nas nossas lembranças.

Além de suas contribuições para a Ciência, Albert Einstein também fala um pouco sobre o destino. Nas palavras dele: "a vida e a morte fluem para um só, e não há nem evolução nem destino; só ser."

Cada pensador terá suas próprias conclusões, cada um usará de argumentos lógicos, mas o destino é um dos mistérios da vida, algo além da nossa compreesão. Podemos tentar entendê-lo, mas nunca saberemos se atingimos a verdade...